Camila Pitanga falou sobre a relação que tem com o pai, Antônio Pitanga, e também aproveitou para dar alguns detalhes sobre o documentário que está produzindo para ele. Em entrevista ao Quem Pode, Pod, a atriz aproveitou para falar ainda sobre o romance que teve com Beatriz Coelho, que durou pouco mais de dois anos, além de comentar sobre sua sexualidade, afirmando que não se considera uma pessoa bissexual. “Estou em movimento, estou vivendo”, disse ela.
“A gente vive ainda num país que tem dificuldade de entender que as pessoas possam ser livres e amar do jeito que quiserem. Diria que sempre fui uma heterossexual convicta. Não via essa possibilidade, não estava no meu radar. Não como um problema, mas no desejo. Já tinha dado uns beijos, bi festinha, mas não era um desejo. Libido é algo em construção, não é algo que nasce com você, formatado, e acabou. Você pode se desenvolver para o lado que quiser. Acho que foi um lance de expansão”, comentou a artista.
Camila ainda afirmou que viveu um amor, não uma sexualidade. “Primeiramente, de afeto, porque eu vivi um amor, e não uma sexualidade. Isso não era para ser uma missão, um panfleto. Claro que com a compreensão de que isso significava para muitas pessoas. Mas o dilema era que eu entendi uma responsabilidade sobre isso. Pra sustentar isso, você tem que ter vivência. Acho que isso tava atropelando um pouco a gente”, declarou a artista, deixando claro que não se considera bissexual.
“Se me cobrarem agora um nome, uma caixinha, eu não me daria nome como bissexual. Estou em movimento, estou vivendo. Mas, politicamente, entendo a importância de dizer isso. Minha libido é aberta, adoro gozar e não vou abrir mão da minha liberdade porque as pessoas estranham”, afirmou. Por fim, Camila Pitanga, que está no elenco da primeira novela que será feita pela HBO Max, falou sobre a relação que tem com o pai. “Meu pai me deu uma educação muito saudável nesse sentido de troca, de conversa. Meu pai é meu amigo até hoje”, pontuou.
“Ele tem 83 anos, mas tem alma jovem. Ele é bom de conversa, divertido, gaiato. Claro que também brigamos, mas não dura cinco minutos… Ás vezes, como filha, a gente está muito próxima e não enxerga a grandeza, o tamanho como artista. Fica uma coisa meio visada, até como filha, rabugenta”, disse ela, ainda revelando alguns detalhes sobre o documentário que está produzindo para ele. “A gente fez uma lista para ter as pessoas com quem conversar. Na hora, no set, eu descobria que a maioria era ex-namorada”, relembrou.