Guilherme Weber, intérprete de Marco em Volta por Cima, revelou que sua ligação com as novelas das sete vem desde a infância. O ator confessou que sempre foi fã do horário e que produções do horário marcaram sua trajetória artística.
“As novelas das sete faziam a minha cabeça. Eu adorava esse horário e era fascinado por produções como Hipertensão, Transas & Caretas, Que Rei Sou Eu?, Vereda Tropical e Top Model. Elas foram muito importantes para minha formação”, contou Guilherme Weber em conversa com a CARAS.
O ator entrou para o elenco de Volta por Cima com a trama já em andamento e admitiu que esse tipo de desafio exige adaptação rápida. No entanto, ele destacou que a presença de amigos no elenco tornou tudo mais fácil. “Já fiz muito teatro com Bel Teixeira, muitas peças; o Kiki conheço de milênios, de ver peça, de projetar coisas de bar, de viagem; Drica; Rodrigo Fagundes (…) É a minha terceira novela com ele – a gente fez as três da Claudia –, e também é meu companheiro de teatro, a gente fez peças juntos”, disse.
Outro ponto alto para o ator de Volta por Cima é contracenar com veteranos da TV. “Quando você divide um camarim com um ator, é para sempre, vira família. Então, esse camarim foi como voltar para casa um pouco. E também a alegria de encontrar veteranos que admiro de milênios, que são o Zé de Abreu e a Betty Faria”, afirmou.
Sobre sua afinidade com as novelas das sete, o ator ressaltou a versatilidade do horário, que mistura humor, drama e crítica social de maneira única. “É o horário que mais fiz; o que mais fiz foi novela das sete e eu adoro, porque tem um pouco de farsa, um pouco comédia, um pouco de paródia, as tintas podem ser mais carregadas, mais surrealistas. Já disse um escritor que o único realismo possível para a América Latina é o surrealismo”, declarou.
O artista sinalizou que enxerga o horário com um bom apelo para o público. “Então, acho que a novela das sete cumpre um pouco esse lugar de abraçar muitos subgêneros em si e ter um diálogo popular, um diálogo pop muito vibrante”, disse.