MORREU EM 2021

Déa Lúcia diz que Paulo Gustavo previa morte precoce

A artista afirmou que o filho não gostava de ficar sozinho

Na imagem, o ator Paulo Gustavo aparece abraçado com a mãe, Déa Lúcia, em um momento de afeto e descontração. Sorridente, Paulo veste camiseta preta, chapéu escuro e um colar com contas, transmitindo seu estilo característico. Déa também sorri, usando óculos de grau e colar dourado, com os cabelos curtos e escuros.
Paulo Gustavo falava sobre a morte desde jovem, afirma Déa Lúcia (foto: Reprodução/Internet)

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Dona Déa Lúcia, mãe do humorista Paulo Gustavo (1978-2021), compartilhou detalhes sobre a percepção do filho em relação à própria morte. A contratada da Globo afirmou que o comunicador tinha uma forte ligação espiritual e expressava frequentemente o medo de morrer jovem.

“Ele tinha medo. Paulo Gustavo era medroso! Ele tinha uma energia, ele era sensitivo, ele tinha medo e dizia ‘Eu vou morrer cedo’. Desde sempre ele dizia”, relatou Déa Lúcia. A artista comentou que, com o início da pandemia, ele sentiu que poderia ser gravemente afetado caso contraísse o vírus.

A humorista recordou uma conversa onde Paulo Gustavo brincou sobre a resistência da mãe ao vírus, ao mesmo tempo, em que expressava preocupação com a própria saúde. “Ele (falou) pra mim ‘mãe você é tão raça ruim que nem Covid aguentou com você ein’, tudo ele fazia uma brincadeira… aí ele terminou ‘mas se eu pegar, eu vou morrer’. Ele falou, toda semana ele falava. Ele tinha uma intuição, era uma coisa… não era normal”, lembrou.

Paulo Gustavo também enfrentava dificuldades em lidar com a solidão, segundo Déa. A artista afirmou que ele sempre buscava companhia. “Ele não gostava de ficar sozinho, tinha que ter gente sempre, ele tinha que conversar o tempo todo, não ficava sozinho dentro de casa (…) ele tinha medo, não dormia (sozinho)”, afirmou em conversa com WOW podcast.

A mãe do artista refletiu sobre sua própria visão da morte, destacando que sempre entendeu a finitude da vida como inevitável. “Eu sempre vi que a gente não é eterno. Não me mudou (a morte de Paulo Gustavo), mas é claro que foi um baque para mim. Eu sempre achei que não adianta, a vida é essa, nós vamos morrer. Quem vai morrer primeiro eu não sei. Você (mãe) quer ir na frente (…) mas eu entendo que a morte é real, não tem jeito, mas existe uma continuação”, relatou.

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