O Disney+ está acordando? Uma análise do conteúdo da plataforma após quatro meses

Catálogo do Disney+ vem crescendo rápido; desafio é se equiparar ao americano (foto: Reprodução)
Catálogo do Disney+ vem crescendo rápido; desafio é se equiparar ao americano (foto: Reprodução)
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Demorou, mas parece que a Disney está acordando para o público brasileiro do Disney+. Assinantes do serviço de streaming do Mickey no país reclamam constantemente de ausências notáveis injustificadas no catálogo do serviço desde seu lançamento em novembro, sendo a maioria delas de séries e animações clássicas. Point do Mickey Mouse, DuckTales (1987), Cory na Casa Branca… todos eles estão fora do serviço – por enquanto.

Observando pelo lado dos assinantes, pode parecer só aquele velho efeito Netflix de “cadê Harry Potter”, mas olhando do lado da empresa, é difícil encontrar justificativas para não disponibilizarem conteúdo que pertence a eles mesmos.

Muitas das obras que faltam estão ligadas ao braço televisivo da Disney (que inclui, por exemplo, o Disney Channel e a Disney Television Animation), e, em se tratando de Brasil, acaba sendo mais difícil lidar com contratos de nível latinoamericano, cheios de questões delicadas como dublagens e legendas. Prova disso são os conteúdos que precisaram de novas vozes porque a Disney não possui direitos sobre a dublagem original e também os conteúdos que entraram no catálogo até sem legenda, como o musical Hamilton.

Além disso, é sabido que a Disney LA já foi bem desleixada com conteúdo adaptado para nossa região, como na transição para a TV digital e em HD. Até os dias atuais, o Disney Channel exibia o filme High School Musical 3 em formato SD com corte em 4:3 esticado por pura preguiça de refazer as legendas das canções. No Disney+, o filme foi disponibilizado na resolução correta, porém, sem as legendas queimadas.

Claro, não dá para querer que a Disney satisfaça delírios do público e desenterre produtos temporais como o Disney CRUJ ou o Zapping Zone (coproduções feitas com o SBT em seus tempos áureos), mas talvez alguns subconteúdos que eram exibidos no decorrer do programa poderiam aparecer, como Esquadrilha Parafuso.

Além disso, conteúdos licenciados por outras empresas também são pedras no sapato a serem enfrentadas. Exemplos populares incluem X-Men: Evolution, que, famoso por ser transmitido também no SBT, possui seus direitos vinculados à Warner, enquanto os filmes Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Homem-Aranha: Longe de Casa e Venom, que incluem personagens do universo Marvel, foram feitos em parceria com a Sony Pictures.

Apesar dos percalços, a Disney já entendeu que o ideal é equiparar o catálogo brasileiro com a vasta variedade do catálogo americano e está trabalhando duramente nisso. Pedidos como Lizzie McGuire, Hora do Recreio e Timão e Pumba já viraram passado.

Para este mês de abril, o serviço já confirmou a chegada dos clássicos Gárgulas, TV Quack, Hércules (1998), DuckTales (1987) e já confirmou que As Visões da Raven chegará no dia 4, sendo um dos pedidos mais frequentes dos usuários do serviço desde sua chegada. O trabalho duro está trazendo resultados mas a luta continua, companheiro.

Caio Alexandre é entusiasta de cinema, exibição, animes e cultura pop em geral. Escreve desde 2008 sobre os mais variados assuntos, mas sempre assumiu a preferência pelo cinema e sua tecnologia embarcada. Não dispensa um filme com um balde de pipoca e refrigerante com o boss no fim de semana. No TV Pop, fala sobre tudo que é tendência no universo da cultura pop. Converse com ele pelo Twitter, em @CaioAlexandre, ou envie um e-mail para caio@tvpop.com.br. Leia aqui o histórico do colunista no site.

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