Ex-apresentadores do Jornal Hoje contam lembranças do “cinquentão”

Primeira reportagem de Renata Vasconcellos na Globo foi exibida no Jornal Hoje (foto: Globo/Divulgação)
Primeira reportagem de Renata Vasconcellos na Globo foi exibida no Jornal Hoje (foto: Globo/Divulgação)
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Completando 50 anos no próximo dia 21, o Jornal Hoje marcou a carreira de muitos nomes do jornalismo brasileiro. Fátima Bernardes, Pedro Bial, Renata Vasconcellos e William Bonner são alguns dos que já exerceram a função que hoje cabe a Maria Julia Coutinho.

“Era o telejornal a que eu assistia quando chegava da escola. Onde conheci minhas primeiras referências de repórteres, como a Sandra Passarinho. Foi também nesse telejornal que virei editora-chefe. Passei um ano no comando do JH. Foi um ano intenso, com o acidente com o Fokker 100 da TAM e os Jogos Olímpicos de Atlanta. A equipe tem que ser muito ágil na preparação das reportagens”, conta Fátima, hoje apresentadora do Encontro.

Pedro Bial apareceu no vídeo pela primeira vez fazendo entrevistas de sábado para o Jornal Hoje. “O Jornal Hoje resgatou, e tem até hoje, esse papel do jornal vespertino, uma tradição que se mantem e se renova na televisão. Além da excelente cobertura diária, sempre que uma grande notícia acontece no início do dia, sintonizamos no Jornal Hoje para acompanhar uma cobertura marcada pela excelência dos fatos. O Jornal Hoje tem um significado extraordinário para mim. Foi onde me formei no jornalismo diário e onde tive a felicidade e conhecer e dividir a redação com grandes nomes como Rubem Braga e Paulo Francis”, conta o hoje apresentador do Conversa com Bial.

Apresentadora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos tem orgulho de lembrar que sua primeira reportagem na TV Globo, sobre uma exposição de moda, foi exibida no Jornal Hoje. “O JH faz parte da nossa memória afetiva, fazendo companhia naquela hora sagrada do almoço, da pausa no meio do dia, para recomeçar a jornada com as energias renovadas. As histórias de vida, do cotidiano, os fatos da hora e a presença marcante do âncora, sempre muito próximo da gente”, destaca Renata.

William Bonner destaca que foi no Jornal Hoje que teve a oportunidade de viver a notícia no momento em que ela estava acontecendo, como espectador e como jornalista.

“Como telespectador, desde criança acompanhei o noticiário no JH. Depois, como jornalista, tive a oportunidade de fazer parte dessa equipe durante três anos. E seja como telespectador ou como jornalista, eu vivi a notícia no momento em que ela estava acontecendo. O apelido de ‘jornal gerúndio’, dado por um colega nosso, define bem o JH. No mesmo momento em que os acontecimentos estão transcorrendo, eles estão no ar na nossa casa”, diz o apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional.

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