Record Rio fica sem telejornais locais após desabamento de estúdio

Wagner Montes Filho é o apresentador do Balanço Geral Manhã no RJ, cenário do telejornal desabou na sexta-feira (foto: Reprodução/Record Rio)
Wagner Montes Filho é o apresentador do Balanço Geral Manhã no RJ, cenário do telejornal desabou na sexta-feira (foto: Reprodução/Record Rio)
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No primeiro dia útil após o desabamento do teto do estúdio de seus noticiários, a Record Rio decidiu não levar ao ar os seus telejornais locais. Quem ligou a televisão na manhã desta segunda-feira (19) se deparou com a programação feita para os telespectadores de São Paulo. O Balanço Geral Manhã regional, comandado por Wagner Montes Filho, cedeu espaço para a versão paulistana do noticioso, apresentada por Bruno Peruka. O mesmo expediente deverá ser adotado durante a tarde e no horário nobre, com a exibição da programação local da capital paulista.

Ainda não há uma data definida para a retomada dos telejornais cariocas. A emissora tenta viabilizar o retorno de suas produções locais para terça-feira (20), mas tem esbarrado em uma série de problemas de logística. Além dos estúdios, completamente destruídos pelo acidente, a Defesa Civil do Rio de Janeiro ordenou que a Redação seja demolida o quanto antes, já que a sua estrutura está comprometida — o órgão detectou risco de novos desabamentos, e pediu a instalação de escoras para evitar o colapso completo da área antes da demolição.

Os profissionais que atuam no Jornalismo da Record Rio sequer trabalharam no sábado (17) e no domingo (18): sem ter um local para que os jornalistas pudessem trabalhar em segurança, a rede optou por dar folga coletiva para seus funcionários. O Fala Brasil e o Jornal da Record não tiveram reportagens do Rio de Janeiro, e tampouco citaram o acidente na sede carioca — a única menção do estado foi para divulgar a transmissão do Campeonato Carioca.

O Balanço Geral RJ chegou a ir ao ar normalmente na tarde de sábado. Mesmo com o desabamento dos estúdios, a emissora optou por manter a exibição do jornalístico, que havia sido gravado na tarde do dia anterior, sem nenhum tipo de edição ou alerta aos telespectadores. No mesmo momento em que o telejornal estava no ar, os executivos da rede se desdobravam para tentar montar uma Redação improvisada na área administrativa do canal.

A montagem de uma Redação, porém, não é o único problema que a Record terá que lidar para retomar os seus programas locais no Rio de Janeiro. Vários equipamentos foram comprometidos com o acidente, que também envolveu um princípio de incêndio, e áreas chave para a operação do departamento de Jornalismo ainda estão interditadas pela Defesa Civil, como a área de pós-produção das reportagens.

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